Você já olhou para aquelas pessoas que entram em qualquer lugar como se fossem donas dele? Que falam com segurança, que se impõem sem esforço, que parecem ter nascido com um brilho natural de quem sabe exatamente quem é e o que quer?
Eu olhava. Muito.
Na adolescência e no início da vida adulta, eu tinha uma certeza: algumas pessoas simplesmente nascem confiantes. E outras, como eu, não.
Eu me comparava o tempo todo. Via amigas que se jogavam em oportunidades, que falavam sem gaguejar, que não pareciam se preocupar com o que os outros iam pensar. Enquanto isso, eu hesitava.
Duvidava de mim mesma antes mesmo de tentar. Sentia que precisava me esforçar o dobro para ser levada a sério. E, no fundo, achava que talvez eu nunca fosse daquelas mulheres que entram numa sala e fazem as pessoas prestarem atenção.
Até que um dia, algo mudou.
Eu comecei a estudar e trabalhar com coaching e desenvolvimento pessoal e o meu, digamos assim, “chamado”, foi de atender mulheres que queriam (e precisavam) confiar mais em si mesmas. Então, comecei a estudar sobre autoconfiança e, para minha surpresa, descobri que sim, algumas pessoas realmente nascem mais confiantes do que outras.
Existe um gene da confiança. Assim como existe um gene da sensibilidade. E advinha? Eu não nasci com o primeiro, mas sim com o segundo.
No início, essa descoberta me fez sentir injustiçada. Como assim, algumas pessoas simplesmente ganharam de presente a capacidade de se sentir seguras? Mas, quanto mais eu estudava, mais percebia que não era tão simples assim.
O fator determinante para a autoconfiança não era só genética. Crescer em um ambiente acolhedor, onde você é incentivada, validada e se sente segura para explorar o mundo, era muito mais importante do que ter nascido com os “genes certos”.
E se você não teve um ambiente ideal? Se cresceu ouvindo críticas, se foi desencorajada, se aprendeu a se diminuir para caber nos espaços?
A boa notícia é: autoconfiança pode ser construída em qualquer fase da vida.
E, mais importante ainda, mulheres altamente sensíveis — aquelas que sentem tudo profundamente, que percebem nuances nos sentimentos dos outros, que muitas vezes duvidam da própria força — não precisam mudar quem são para serem confiantes.
Eu passei anos achando que, para ser confiante, eu precisava ser diferente. Precisava ser mais dura, mais fria, menos emocional. Precisava esconder minha sensibilidade para ser levada a sério.
Mas a verdade é que a confiança real não vem de se moldar para caber em um padrão. Ela vem de se apropriar de quem você é.
Quando eu parei de tentar ser algo que não era e comecei a fortalecer o que já existia dentro de mim, tudo mudou.
Eu descobri que minha sensibilidade não era fraqueza. Ela era um superpoder.
Porque mulheres sensíveis são observadoras. Elas percebem detalhes que passam despercebidos. Elas criam conexões profundas. E, quando confiam em si mesmas, se tornam forças imparáveis.
Autoconfiança não é sobre ser a mais barulhenta da sala.
É sobre saber que sua presença tem valor.
Não é sobre nunca duvidar de si mesma.
É sobre saber que, mesmo com dúvidas, você segue em frente.
E, acima de tudo, não é sobre se encaixar no que os outros esperam de você.
É sobre se tornar a sua melhor versão — a versão que já existe dentro de você, mas que talvez esteja escondida debaixo de anos de medo, comparação e insegurança.
Se você já sentiu que a confiança não é para você, que algumas pessoas nasceram com sorte e outras não, eu quero que você saiba de uma coisa: autoconfiança pode ser aprendida.
E eu estou aqui para te mostrar como.
Porque você não precisa mudar quem é para ser confiante.
Você só precisa começar a enxergar a mulher poderosa que já existe dentro de você.
Agora me conta: você já sentiu que autoconfiança era algo inalcançável? O que te impede de se sentir segura em si mesma hoje? Deixe nos comentários — eu vou adorar saber sua história.